Em 2016, pelo menos 15 produtos agrícolas devem crescer em produção e mercado

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Além da importância social e econômica, a agricultura capixaba se destaca pela alta capacidade de renovação. É dinâmica e, mesmo em tempos de seca extrema, como agora, consegue se manter lucrativa e fazer a diferença no Produto Interno Bruto (PIB) estadual. Em 2016, pelo menos 15 produtos agrícolas devem crescer em produção e mercado, segundo apuração de A GAZETA junto a pesquisadores de instituições ligadas ao campo. E os motivos para essa expansão são diversos.

A desvalorização do real, será positiva para produtores de commodities agrícolas como pimenta-do-reino, mamão, gengibre e cacau, apesar do aumento dos custos decorrentes de insumos atrelados ao dólar. No caso do cacau, 48 cidades capixabas já produzem o fruto, segundo o Incaper, que tem fomentado o cultivo por meio de assistência e distribuição de mudas mais resistentes a pragas, o que fez com que a produção atingisse 5 mil toneladas em 2015.
O resultado só não vai ser melhor em 2016 devido à seca e à tragédia envolvendo o Rio Doce, já que muitos produtores têm enfrentado problemas para irrigar por causa da contaminação do rio com a lama que vazou das barragens da Samarco. O agrônomo e extensionista do Incaper, Lucas Calazans Santos, que coordena o comitê estadual Cacau Sustentável, explica que o preço da fruta deve continuar bom, puxado pela alta do dólar e pelo aumento do consumo mundial de chocolate. “A produção também deve aumentar, principalmente se as chuvas voltarem”.
Mesmo com a longa estiagem, a produção de muitas culturas ainda não foi afetada, porque a água usada na irrigação vem de poços. Quanto ao gengibre, o maior polo de produção fica nos municípios de Santa Maria de Jetibá e Santa Leopoldina. Mais de mil produtores que cultivam a raiz colheram em 2015 cerca de 10 mil toneladas. Desse total, 20% é comercializado no mercado interno, e o restante vai para a Europa e os Estados Unidos.
A produção de frutas, como maracujá, manga e goiaba, também deve aumentar em 2016 devido ao crescimento vertiginoso do mercado das polpas. “Caso a produção não aumente, haverá um colapso de fornecimento”, alerta o agrônomo Aureliano Nogueira da Costa, que é gerente de agroecologia e produção vegetal da Secretaria de Estado da Agricultura(Seag).
Produtos orgânicos, além de Batata-doce, mandioca, inhame também vão precisar aumentar a produtividade para atender à crescente demanda por alimentos saudáveis e nutritivos, ocasionada pela mudança de hábitos alimentares.
Destaque na produção de pimenta
A área plantada de pimenta-do-reino aumentou em quase 60% de 2014 para 2015, no Espírito Santo, crescimento que também deverá ser observado em 2016. Dessa forma, a área plantada vai ultrapassar a marca de 10 mil hectares neste ano, avalia o pesquisador do Incaper, Lúcio de Oliveira Arantes.
A produção capixaba da especiaria deve totalizar mais de 20 mil toneladas em 2016 e, até 2020, o Estado deve se consolidar como o maior produtor do Brasil, prevê o pesquisador.
“Numa estimativa nem muito conservadora mas também não tão otimista, vamos considerar que teremos uma produção de 20 mil toneladas e um montante de R$ 400 milhões gerados no Espírito Santo apenas pela produção de pimenta-do-reino”, afirma.
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, de janeiro a novembro de 2015, o Estado exportou mais de 10 mil toneladas de pimenta-do-reino, gerando mais de US$ 93,9 milhões em divisas. “Muito possivelmente essa exportação vai ultrapassar as 15 mil toneladas em 2016, o que, considerando o valor médio obtido de janeiro a novembro de 2015, poderá significar a geração de divisas na ordem de US$ 140 milhões”, completa o especialista.
Fonte: http://www.gazetaonline.com.br

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